Fevereiro 2010

Este ano, o Carnaval foi passado na Corunha com a família. E como não podia deixar de ser, as canas lá me acompanharam. Um velho Amigo, com quem tinha iniciado o Bodyboard já lá vão 24 anos e que agora estava a viver em Ferrol, tinha encontrado o meu contacto e lá combinamos um reencontro.
Chegamos à Corunha no Sábado pelas 21:00h. Fomos jantar e dar um passeio. O meu amigo Lourenço ligou-me a dizer que tinha boas e más notícias… Primeiro as boas disse-lhe eu!
– O Kako, (outro velho conhecido espanhol das andanças do Bodyboard e recentemente aficionado pela pesca) vai pescar o que é bom sinal, ele sempre tira peixe.
Ok. Boa! E agora as más…disse-lhe eu…
As más… é que ele vai pescar de noite… daqui a hora e meia…
Ainda nem refeito da viagem, lá combinamos o reencontro com ambos.
Eram já 02:30h quando cheguei a Ferrol ao local combinado para o reencontro com o meu amigo. Tinham passado dez anos e foi como se fossem dez dias…
O Kako atrasou-se, o que deu para por a conversa em dia. Quando o Kako chegou fomos directos para o local de pesca que a maré estava quase no ponto.
Era uma praia que já conhecia pelas suas ondas e onde já tinha surfado várias vezes, mas tinham passado uns anitos e as coisas poderiam estar diferentes…
Vestimos o equipamento naquela gélida noite de Sábado e o termómetro assinalava “apenas” 1 grau… negativo!!
O frio rachava mas a vontade era enorme e lá fomos nós. O pesqueiro era muito semelhante aos que eu costumo pescar, uma longa praia de areia branca com uns cabeços aqui e ali e a água… a água da Galiza. Translúcida!! O mar apresentava-se calmo, apenas com uma rebentação fraca na areia e uns cabeços onde quebrava uma onda não muito longe da areia.
Começamos as andanças das amostras até que o Kako engatou um. Tão depressa o engatou como depois de duas sacudidelas ele desferrou.
Mais lançamento menos lançamento ferra outro. Este sim, era uma grande “Lubina”! Mais uma vez o azar bateu à porta pois depois de uma breve arrancada voltou a desferrar. “Esta era grande Telmo!” diz ele com uma voz de quem já tem no seu curriculum peixes de uma dimensão considerável…
A maré no entanto estava já a vazar e deu-se por terminada a pescaria com a certeza que na noite seguinte nos encontraríamos para desforrar da “perda” de 2 exemplares.
Na noite seguinte e depois de um breve sono, lá nos encontramos de novo. Desta feita Kako trazia mais um amigo para nos ajudar na procura das “Lubinas”.
A mudança das amostras fazia antever o pior, mais uma noite sem capturas. O Kako e o seu amigo desistiram às 04:30h. Eu e o Lourenço insistimos mais um pouco.
Velhos amigos…
Como a maré estava cheia, criou-se atrás de nós um pequeno lago onde dava para ver as amostras trabalharem. Convencido que as “Lubinas” estavam lá, fui até ao lago e com água pela cintura e com a Flashminnow 130 Ghost Sardine, observei a sua natação. Perfeita! Mas elas não a atacavam e então comecei a dar uns toques para ver como se comportaria com a combinação que estava ali a estudar. Pareceu-me bem e lá fui eu fazer mais uns lançamentos.
Ao terceiro lançamento, e a fazer exactamente como tinha estado a “praticar”, até parecia que estava a ver a amostra a trabalhar… Parei. Dei um toque, deixei-a subir até à superfície. Depois arranquei rápido para o fundo, dei dois toques rápidos e sinto uma pancada forte. “Está lá!” grito eu para o Lourenço. Depois de uma luta deliciosa acabei por encalhar uma “preciosa Lubina ” na areia. A experiência tinha dado resultado!!
Estava magra e deduzi que já teria desovado. Tirei a foto da praxe e levei-a para o jantar do dia seguinte. Demos por terminada a pesca eram já 06:00h e com uma temperatura de somente 1 grau negativo… A água essa continuava cristalina como sempre e bem mais quente!
Depois de enviada a mensagem ao Kako com a fotografia da “Lubina” com o título sugestivo de “ Para quem não sabe esperar” lá fomos nós para umas merecidas horas de sono.
De notar que ao preparar a “Lubina” para o jantar me deparei com umas pequenas ovas, o que me levou a concluir que a desova para os lados da Galiza poderá ocorrer um pouco mais tarde. Se esta “Lubina” estivesse cheia teria concerteza muito mais peso. Dá para ver pela fotografia que estava bem magra… para 53cm pesava apenas 1,700Kg…
Foi assim o meu reencontro com um Grande Amigo, a minha estreia ao spinning este ano, a estreia da minha nova cana e também a minha já demorada estreia nas capturas no spinning nocturno.
Resta dizer que o material utilizado foi:
Cana – Hart Bloddy 10 – 3,00m 15-45g
Carreto – Shimano Twin Power FA
Linha – Multifilamento Power Pró 0,15
Terminal – Flúorcarbono Seaguar 0,33
Amostra da captura – Lucky Craft Flashminnow 130 Ghost Sardine
Telmo
Reencontro e estreia(s) na Galiza

por Telmo Nogueira » 13 mar 2010, 04:11

Este ano, o Carnaval foi passado na Corunha com a família. E como não podia deixar de ser, as canas lá me acompanharam. Um velho Amigo, com quem tinha iniciado o Bodyboard já lá vão 24 anos e que agora estava a viver em Ferrol, tinha encontrado o meu contacto e lá combinamos um reencontro.

Chegamos à Corunha no Sábado pelas 21:00h. Fomos jantar e dar um passeio. O meu amigo Lourenço ligou-me a dizer que tinha boas e más notícias… Primeiro as boas disse-lhe eu!- O Kako, (outro velho conhecido espanhol das andanças do Bodyboard e recentemente aficionado pela pesca) vai pescar o que é bom sinal, ele sempre tira peixe.Ok. Boa! E agora as más…disse-lhe eu…As más… é que ele vai pescar de noite… daqui a hora e meia… Ainda nem refeito da viagem, lá combinamos o reencontro com ambos.

Eram já 02:30h quando cheguei a Ferrol ao local combinado para o reencontro com o meu amigo. Tinham passado dez anos e foi como se fossem dez dias… O Kako atrasou-se, o que deu para por a conversa em dia. Quando o Kako chegou fomos directos para o local de pesca que a maré estava quase no ponto.Era uma praia que já conhecia pelas suas ondas e onde já tinha surfado várias vezes, mas tinham passado uns anitos e as coisas poderiam estar diferentes…Vestimos o equipamento naquela gélida noite de Sábado e o termómetro assinalava “apenas” 1 grau… negativo!!

O frio rachava mas a vontade era enorme e lá fomos nós. O pesqueiro era muito semelhante aos que eu costumo pescar, uma longa praia de areia branca com uns cabeços aqui e ali e a água… a água da Galiza. Translúcida!! O mar apresentava-se calmo, apenas com uma rebentação fraca na areia e uns cabeços onde quebrava uma onda não muito longe da areia.

Começamos as andanças das amostras até que o Kako engatou um. Tão depressa o engatou como depois de duas sacudidelas ele desferrou.Mais lançamento menos lançamento ferra outro. Este sim, era uma grande “Lubina”! Mais uma vez o azar bateu à porta pois depois de uma breve arrancada voltou a desferrar. “Esta era grande Telmo!” diz ele com uma voz de quem já tem no seu curriculum peixes de uma dimensão considerável…A maré no entanto estava já a vazar e deu-se por terminada a pescaria com a certeza que na noite seguinte nos encontraríamos para desforrar da “perda” de 2 exemplares.

Na noite seguinte e depois de um breve sono, lá nos encontramos de novo. Desta feita Kako trazia mais um amigo para nos ajudar na procura das “Lubinas”. A mudança das amostras fazia antever o pior, mais uma noite sem capturas. O Kako e o seu amigo desistiram às 04:30h. Eu e o Lourenço insistimos mais um pouco.

telmo nogueira galiza

Velhos amigos…

Como a maré estava cheia, criou-se atrás de nós um pequeno lago onde dava para ver as amostras trabalharem. Convencido que as “Lubinas” estavam lá, fui até ao lago e com água pela cintura e com a Flashminnow 130 Ghost Sardine, observei a sua natação. Perfeita! Mas elas não a atacavam e então comecei a dar uns toques para ver como se comportaria com a combinação que estava ali a estudar. Pareceu-me bem e lá fui eu fazer mais uns lançamentos.

Ao terceiro lançamento, e a fazer exactamente como tinha estado a “praticar”, até parecia que estava a ver a amostra a trabalhar… Parei. Dei um toque, deixei-a subir até à superfície. Depois arranquei rápido para o fundo, dei dois toques rápidos e sinto uma pancada forte. “Está lá!” grito eu para o Lourenço. Depois de uma luta deliciosa acabei por encalhar uma “preciosa Lubina ” na areia. A experiência tinha dado resultado!!

Estava magra e deduzi que já teria desovado. Tirei a foto da praxe e levei-a para o jantar do dia seguinte. Demos por terminada a pesca eram já 06:00h e com uma temperatura de somente 1 grau negativo… A água essa continuava cristalina como sempre e bem mais quente!Depois de enviada a mensagem ao Kako com a fotografia da “Lubina” com o título sugestivo de “ Para quem não sabe esperar” lá fomos nós para umas merecidas horas de sono.

telmo nogueira galiza robalo

De notar que ao preparar a “Lubina” para o jantar me deparei com umas pequenas ovas, o que me levou a concluir que a desova para os lados da Galiza poderá ocorrer um pouco mais tarde. Se esta “Lubina” estivesse cheia teria concerteza muito mais peso. Dá para ver pela fotografia que estava bem magra… para 53cm pesava apenas 1,700Kg… Foi assim o meu reencontro com um Grande Amigo, a minha estreia ao spinning este ano, a estreia da minha nova cana e também a minha já demorada estreia nas capturas no spinning nocturno.

Resta dizer que o material utilizado foi:
Cana – Hart Bloddy 10 – 3,00m 15-45g
Carreto – Shimano Twin Power FA
Linha – Multifilamento Power Pró 0,15
Terminal – Flúorcarbono Seaguar 0,33

Amostra da captura – Lucky Craft Flashminnow 130 Ghost Sardine

Telmo

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