História da pesca com amostras

A necessidade e o engenho levam o Homem a criar algo artificial que o auxilia na pesca e lhe garante um “isco” sempre presente, mesmo ainda no seu estado Nómada. Na Pesca e nas culturas da Polinésia, da Ilha de Páscoa, Nórdicas, em suma de todo o Planeta, à muito que têm noção da mais-valia de “isco artificial”. Um apetrecho que mimetiza e captura com extrema eficácia o sustento de um povo e quem o utilizou libertou o tempo da apanha do isco para outra tarefas que permitiram um estádio civilizacional mais própero.

amostras ancestrais

Izaak Walton, no seu livro “ The Complete Angler”, menciona em 1653, a invenção de uma amostra artificial para a pesca á truta.

“..Il s’agit d’une imitation de vairon confectionné à la main par une femme : « la masse ou corps du vairon fut faite de drap et préparée, comme ceci à l’aiguille : le dos du vairon étant en soie de France d’un vert très sombre et d’une soie verte plus pâle à l’approche du ventre et ombrée aussi parfaitement que vous pouvez l’imaginer et tout comme vous voyez dans un vairon véritable ; le ventre aussi construit à l’aiguille et une partie était de soie blanche et une autre faite de fil d’argent ; la queue et les nageoires venaient d’un tuyau de plume d’oiseau, lequel tuyau avait été taillé très mince ; les yeux étaient formés de deux petit grains noirs et la tête si bien ombrée et le tout si curieusement travaillé, si exactement reproduit que, dans un courant rapide, il pouvait tromper la truite aux regards les plus pénétrants. » Ce passage montre, comment il ya 350 ans, les pêcheurs avaient compris l’intérêt d’un leurre imitant un poisson ainsi que son efficacité”.

É um minnow artesanal criado por uma mulher, que utiliza no corpo da amostra pano e lhe dá a forma cozendo-o á mão com uma agulha.

izaak walton

Utiliza sedas de cor verde-escura atrás, na barriga seda branca, a cauda e as barbatanas de pequenas penas, olhos de contas pretas e uns fios de prata ao longo dos seus flancos. Na realidade, ficamos hoje admirados como há 350 anos atrás, os pescadores percebiam e associavam a importância de uma amostra, imitando um peixe, para ser bem eficaz. Posteriormente, já no séc. XVIII, os Franceses utilizavam latas, ou cortiças envoltas em pele de peixe para utilizarem nas suas pescarias. Outra inovação foi a utilização de um chumbo oval, coberto de seda, e uma pequena imitação de peixe associada, envolvida em seda de prata ou até em seda dourada… Nada que existisse parecido na natureza…mas que essencialmente brilhava muito. Como isto nos é familiar…

Mais tarde por volta de 1800 surge o “Phantom Minnow”, desenvolvido pelos anglo-saxões, que foram quem verdadeiramente se dedicaram na inovação das amostras utilizadas na pesca desportiva. Posteriormente em 1874, nos EUA, surge a primeira patente registada de uma amostra em madeira. Em 1880 surge o vidro associado e utilizado nas amostras artificiais, em 1883 as primeiras pinturas nas amostras… James Heddon, deve ser considerado o verdadeiro “pai” das amostras artificiais, pois foi ele quem inicialmente se dedicou ao seu fabrico em madeira, nas margens do lago Michigan. Só mais tarde surgiu, Lauri Rapala.

james heddon

A evolução foi rapidíssima, do ponto de vista técnico e de materiais utilizados. A este facto estará naturalmente associada a eficácia que estas amostras artesanais demonstravam em acção de pesca… Em 1907 aparecem as primeiras amostras articuladas que Lauri Rapala lança no mercado, em balsa e outras em celulóide. Em 1936 Lauri Rapala contrói as primeiras amostras com palheta, construídas em balsa.

lauri rapala

Apercebeu-se que nos lagos da Finlândia, os peixes atacavam facilmente amostras artificiais que revelassem um nadar irregular e imitassem um peixe ferido ou em dificuldade… Assim cresceu uma verdadeira indústria associada ao fabrico e construção de amostras artificiais até aos dias de hoje.

Hoje utilizamos novos conceitos, materiais, novas tecnologias, mas que no fundo tentam todos imitar aqueles simples comportamentos que os percursores desta apaixonante modalidade detectaram no comportamento dos peixes que atacavam as amostras artificiais.

A irregularidade de natação da amostra artificial; A imitação de uma presa fraca; A imitação de um peixe ferido. No fundo continua a ser fundamentalmente isto, que tentamos imprimir nas animações das nossas amostras nos dias de hoje, na tentativa de assim enganarmos um belo exemplar, seja no Rio, seja no Mar. Por isso é que a Pesca com Amostras é tão apaixonante…

A Administração

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