Setembro 2015

Uma noite de sonho!

por Cláudio Morais e João Baltazar» 15 set 2015, 10:06

Depois de um dia atrás dos achigãs, combinei uma ida ao mar com o João uma vez que as previsões apresentavam-se bem agradáveis. A vontade era mais que muita, mas uma estúpida dor de cabeça pôs-me a pensar se não seria melhor ficar por casa… Tomei 1 comprimido, dormi uma sesta e lá fomos nós! Ao chegar ao carro contei a situação ao João e ele disse-me que estava com uma dor no pé e se eu não fosse, ele não ia. Bem, ainda bem que isso não aconteceu! Chegamos ao nosso spot e começamos a trabalhar as amostras, mas ficamos de olho num outro cantinho que estava com um belo espumeiro mas a maré não deixava chegar perto. Aguentamos enquanto conseguimos e mal tivemos hipótese, mudamos para lá. Primeiro lançamento do João, um bom robalo ferrado! Com calma e categoria, trouxe-o para perto da nossa pedra e coube-me a mim recolher o peixe. Fizemos uma grande festa, já há muito tempo que não tínhamos um peixe nas nossas investidas! Passados uns 5mins… O João apanha outro, dentro do mesmo calibre e mais uma vez lá fui eu recolher o peixe. Meia dúzia de lançamentos e está ele com outro ferrado! E eu a vê-los passar!!! Outros 5 mins passam, lá está o Luvias dele a cantar….!!! Foram 20mins e 4 peixes cá fora e eu a ver aquilo tudo!! Eu ia questionando que amostra tinha, onde estava a lançar e como estava a recolher. Eu fui alternando as amostras, o João pescou sempre com a mesma amostra. Tentei amostras desde tamanho 12 até 17, afundantes e flutuantes, com brilhos e sem brilhos e também vinil. Já sem grandes ideias, perguntei ao João se não tinha uma amostra com brilhos bem vincados para me emprestar. Lá me desenrascou uma Silent Assassin Green Back. Só assim consegui enganar o meu primeiro da noite, trabalhando a amostra muuuuuiiito devagar….!!!

claudio joao robalos 5

Com as contas fixas em 4-1, pensei que iria agora recuperar a contagem. Erro meu, voltou a ter mais um ferrado!!! Booooooolas! “Mas tu hoje não páras?! Vou sair daqui todo negro, de tanta porrada que me tás a dar!” A maré chegava ao pico da viragem e a hora ia avançada, com a pescaria praticamente feita demos o nosso habitual limite de “10 lançamentos, se não der peixe vamos embora”. Já adivinharam o que aconteceu a seguir? Pois, é obvio não é….? Precisamente ao 10º lançamento do João, mais um robalo a por o conjunto Morethan e Luvias a trabalhar! Este foi o mais valente da noite, puxando muita linha e dando vigorosas cabeçadas. Quando lhe deitei a mão percebemos logo o que se estava a passar, tinha o focinho livre para dar umas boas corridas porque a amostra estava virada em sentido inverso! Já não conseguíamos estar na pedra muito mais tempo e a pesca estava mais que feita…. Acabei por levar uma tareia à moda antiga, 6-1!

claudio joao robalos 4

Obviamente estávamos os dois contentes com a pescaria épica que tínhamos acabado de fazer. Naturalmente, um estava imparável e frenético eheh

claudio joao robalos 3

claudio joao robalos 2

No caminho para casa, muitas dúvidas e questões surgiram. Algo estranho se passou nesta noite e foi difícil descobrir o padrão (se é que o descobrimos…), pois não pareciam estar a atacar tudo que estivesse dentro d’água… Porque é que ele tirou mais peixe que eu, estando a pescar lado a lado, lançando para o mesmo sitio e recolhendo da mesma forma? A amostra tinha características próprias, mais concretamente ser afundante e cheia de reflexos. Faria isto assim tanta diferença?

claudio_joao_robalos_amostra

Usei amostras semelhantes e sublinho semelhantes mas talvez por não terem nada mais que semelhanças, não tive grande sucesso. Eis algumas das conclusões a que chegamos, umas podem fazer mais sentido que outras: O peixe pode ter encostado devido à descida rápida e acentuada da temperatura – estavam 10º durante a noite. Essa descida de temperatura pode ter feito com que o pilado que estavam sempre a comer se tenha enterrado na areia e/ou encostado à costa (onde durante o dia a água aquece melhor) e isso fez com que mais peixe tivesse encostado também;As recuperações do João estavam a ser mais lentas que o normal, esse tipo de recuperação pode ter provocado mais o peixe, do que as rápidas que implicam ataques por reflexo. Isto surgiu depois de constatar que praticamente todos os peixes vinham ferrados por fora ou apenas pelo beiço na última fateixa – nenhum engoliu a amostra; O facto de haver um pouco de luz lunar a bater na água e estar com uma amostra afundante cheia de reflexos pode ter ajudado os peixes a localizar e atacar com mais convicção, por estar na camada de água certa; Digam-me lá se isto tudo faz sentido e terá sido mesmo assim…. Ou haverá algo mais por trás deste mistério?! Seja como for, é uma pescaria que nos ficará presente na memória, felizmente partilhada com um grande parceiro sempre pronto a dar-me na cabeça que apanhou mais que eu. Mas não ficamos por aqui….

Cana: Daiwa Infeet Seabass 2,82m // Daiwa Morethan AGS 99MH Blue Backer
Carreto: Daiwa Caldia 2508H 2014 // Daiwa Luvias 3012h
Fio: Sufix 832 0,20mm // Varivas Sea Bass Max Power 0,20mm
Baixo: Gorilla UC4 0,45mm
Amostras: Silent Assassin 160 Green Back // Saltiga 17S “custom”

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