Robalos na desova

Nos 3 primeiros meses do ano, o robalo por norma, aproxima-se mais da costa para completar mais um ciclo do seu crescimento e desenvolvimento: o acasalamento e a desova. Preferencialmente nos fundos de pedra e areia, fundos arenosos ou com laminárias que agora iniciam o seu crescimento atingindo o pico nos meses mais estivais (aparecendo autênticos jardins).

laminaria

Normalmente apetece-me começar qualquer comentário com: “tudo isto é muito variável…”, ou “não existem certezas…”, ou “não está provado cientificamente…”, ou “…”, de facto nesta pesca do robalo, se há coisas que existem são incertezas e no pesqueiro ao lado podem já ser certezas, ou …não. É nisto que radica a beleza do Spinning ao Robalo – temos de estar sempre preparados para aprender. Mas adiante…

Gosta das águas extremamente oxigenadas (águas brancas), onde caça habitualmente, nos fundões ou num palmo de água, ou esperando escondido que a corrente lhe traga a comida até à boca. Como predador por excelência que é, avalia sempre o rácio esforço – beneficio, não dispondo do primeiro em detrimento do segundo. É oportunista e astuto.

Caça mais frequentemente em mares mexidos, nas zonas de rebentação, em pedras ilhadas no rebojo oxigenado destas, prefere a descontinuidade do relevo marinho de pedra e rocha a fundos totalmente arenosos e planos. A sua alimentação é muito abrangente e varia muito ao longo de uma época de pesca, como aliás já o referi em “A amostra em função da época de pesca”.

robalo

O robalo é um predador por excelência, e por conseguinte, aproveita todas as oportunidades: as correntes marinhas, a oxigenação das águas, a camuflagem, o movimento das areias, a pressão atmosférica, o período do dia, a influência da lua nas marés, a zona de rebentação das ondas, os fundões, as saídas de água doce, o ângulo solar e a refracção da luz, a turbidez das águas, enfim, tudo isto, o nosso amigo Robalo conhece e utiliza na perfeição em seu próprio beneficio, tendo como único objectivo capturar as suas presas. A sua voracidade impele-o a continuar a caçar.

Nestes meses, os robalos visitam mais frequentemente a costa, por isso se apanham grandes exemplares que normalmente não exigem muito do nosso equipamento, pois encontram-se mais debilitados fisicamente em virtude do período extenuante que tiveram ou ainda estão a ter : o acasalamento e a desova. Nesta altura o seu comportamento é muito mais variável (como se não o fosse sempre!), e nós temos de ser muito mais criteriosos (temos de saber procurar os picos de maior actividade), pois é normal os machos não largarem as fêmeas para fecundarem as suas desovas, não ligando por isso, nada ás nossas amostras.

Mas, rapidamente e avidamente procurarão recuperar energias… talvez tenha chegado então o momento de nós também mudarmos a nossa estratégia para os capturarmos, sobretudo agora que os grandes exemplares estão mais facilmente ao alcance das nossas amostras.

A Administração.

Facebooktwittergoogle_plus

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *