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Visita pré Natalícia
por João Mota» 19 dez 2015, 19:35
 
Boa tarde companheiros deste vicio que é o de lançar plásticos, metais e ou (no meu caso) linhas. Trago-vos um pequeno relato da minha ultima saída às pintonas madeirenses, na ultima quinta feira. Algo que já andava meio planeado, mas que por forças maiores (estive de licença de assistência à família, a mulher com uma infecção nos pulmões e a miúda com uma amigdalite) tinha andado meio adiado. Bem, venho então do Porto Santo na segunda feira, já pelo caminho de barco vinha a magicar os pormenores, imaginar como estava o ribeiro, a lembrar que da ultima vez tive uma lição de humildade (fui todo artilhado para a fotografia e para o video...e nem uma...), enfim, vinha entretido nos melhores monólogos mentais que podemos ter nós próprios.  Tudo estava preparado mentalmente, faltava chegar o dia. A quinta feira lá chegou e com ela um dia dos melhores, levantei-me já para o tarde, normalmente quando vou sozinho e com tempo é assim, sem pressa e a aproveitar o tempo de preparação para a pesca, é tipo um refrear de vontade que vai crescendo para se soltar no ribeiro à força toda. Alinhavando, visto-me e tomo o pequeno almoço descansado, agarro o material ao qual juntei no dia anterior uma rede de apanhar peixinhos nos aquários para sondar a bicheza por baixo da capa de agua e por entre as pedras, algo que apesar de ter noção ser importante me tinha deixado descurar. Saio de casa e paro para um café no outro lado da estrada, é imperativo! Faço-me à estrada pelas 10h sabia que dali a 1 hora estaria onde estou melhor ultimamente, com os pés dentro de agua a sentir o liquido a brincar com os pelos das pernas enquanto que tendo valsar com a linha o ar!

Eram 11h quando parei o carro no sitio do costume e 11:10h quando arranco já preparado para o começo da jornada. O ribeiro é aquele que mais me intriga, com condições para ter bastantes trutas tem poucas, não se vêm a quantidade de outros sítios cá no burgo nem se capturam amiúde, pelo contrario, tenho-o dividido em três troços mentais, o primeiro mais curto (o tal da ponte) que dá para capturar no máximo 4 ou 5 trutas, o segundo pelo meio com condições maravilhosas e no qual levei uma bela lição à semanas, e este. é neste que tenho capturado mais, mas não mais de 6 ou 7 pela jornada a fora, é este que quero para já descobrir o que o faz clickar. Chego ao spot e começo a jornada, decido usar um tricoptero, uma Tan Elk Caddis, tinha dado resultado da ultima vez e serviria para comparação de ideias, a jornada começa calmamente e sem quaisquer toques, já vinha mentalmente preparado, este ribeiro não facilita, zonas muito abertas e sem sitio para me esconder, o dia claro não ajudava e até as minhas passadas pareciam as de um elefante. Passei por dois ou tres lugares que tinham dado ataques da ultima vez, mas nada. Não se viam insectos até ao momento e penso para mim que o caudal tinha baixado, este inverno ainda não deu sinal de si e a falta de agua vai-se fazendo sentir um pouco por toda a ilha...uma boa meia hora depois de ter começado saí o primeiro ataque e truta, não era grande, mas de bom valor! Não se deixam trazer à primeira e teimam até à ultima, boas lutadoras e com provas de inteligência, tentam a sorte junto ao fundo na esperança que alguma pedra as solte. Desta vez nenhuma conseguiu, as batalhas foram todas minhas.
truta 1
A 3000 km de Portugal
por Afonso Gregório» 06 nov 2015, 01:18
 
 Boa noite!
A 3000 km de Portugal encontro-me em Lund, na Suécia. Aqui estou há sensivelmente dois meses, sítio onde tive a oportunidade de viver experiências em tudo diferentes daquilo que estou habituado em Portugal, incluindo a pesca. De realçar, o elevado custo de vida, a bicicleta como principal meio de transporte em todas as faixas etárias, e a natureza em todo o seu esplendor! Após a chegada e de tratar de me instalar e começar a desenvolver uma certa rotina, a minha principal preocupação foi encontrar uma loja de pesca. Trouxe comigo quase todo o material de spinning, a grande excepção foi a cana, que não compensava trazer no avião devido ao que teria que pagar pelo seu transporte. Dito isto, essa teria que ser a minha primeira aquisição se quisesse realmente pescar. Para mim não era uma incerteza, queria mesmo pescar, e então dirigi-me à loja de pesca! Estava já preparado para uma tortura à minha carteira, quando, a ver e experimentar canas me deparo com uma Cormoran i-Cor One, 2.10m, cw 10-40g. Era da colecção do ano passado e o dono da loja precisava de as vender para receber a colecção deste ano - segundo me explicou - como resultado disso o preço era mais do que apelativo. Peguei nela, montei o Stradic para testa o equilíbrio do conjunto e gostei de varejar com ela. Cana rápida, punho em cortiça como gosto, comprimento ideal para o rio e lagos e cw que me permitiria utilizar um grande leque de amostras! Por cerca de 20€ é talvez a cana com melhor relação qualidade / preço que já comprei, e até agora só tenho coisas boas a dizer, depois das provas que já deu e de ter, de facto, verificado a sua polivalência.
 
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