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Robalos de Tróia
por Nuno Ribeiro » 26 ago 2014, 17:56

Desde o passado sábado que estive em Tróia a passar uns dias de férias com a família. Como é óbvio não poderia deixar de levar um caniço para experimentar... depois de ouvidas as opiniões de quem conhece a área lá escolhi o material e a cana, por uma questão de espaço e versatilidade, teve de ser a minha "travel". A ideia era pescar uns chocos, tentar uns lances a ver se alguma corvina aparecia e em última instância uns mini jigs às cavalas. Ainda assim, nunca perdi a esperança de também dar com uns robalos do Sado... passeantes não faltavam na mala. No sábado chegámos já tarde a Tróia... tempo apenas para um passeio na marina com a família. Domingo, não previa ir pescar... já sabia que ia ser uma enchente de gente. Mas enquanto a família dormia a sesta, eu agarrei e fui dar uma volta a pé para identificar potenciais sítios para pescar. Lá apontei na cabeça 4 locais a bater e meti o despertador para as 5h30 do dia seguinte de forma a apanhar as últimas horas da vazante. Depois já na praia, deu para ver os golfinhos... valeu bem a pena! Logo de manhã, comecei com a ideia dos robalos a bater a área junto aos pontões da marina... passeantes e vinis foram as opções, mas nada se mexeu. O rio corria com muitas algas a flutuar o que dificultava pescar com quase tudo... Continuei para o 2º spot que tinha em mente. Uma praia de areia. Mal cheguei deparei-me com um espectáculo digno de ser visto... ataques de peixe nos lingueirões com estes a saltar fora de água. Nunca consegui ver qual o peixe que atacava, mas pelos remoinhos deixados não eram cavalas, era peixe maior. Tentei com passeantes, mas as algas não os deixavam trabalhar... ainda assim vi um robalo a perseguir um quase até à margem. Tentei de seguida com slug n´go e com senkos montados num sistema weightless e com o bico dentro da amostra, mas o resultado foi o mesmo. Por muito que não quisesse fui forçado a desistir dos "peixes". Montei um palhaço e tentei os chocos... o resultado foi o mesmo. Mudei-me para o 3º spot. Um bico em zona de transição entre rocha e areia, com cerca de 10 metros de zona baixa com pedras à milha frente e depois um declive pronunciado para uma zona aí com 10/15m de profundidade e bastante corrente. A maré estava já bastante baixa, razão pela qual optei por um black minnow 140 com cabeçote de 40gr. Estava a pensar que podia ser o spot para dar com alguma corvina perdida... Meia dúzia de lançamentos e na tal zona de declive sinto uma pancada, pensei que fosse pedra, mas assim que mantei uma sticada para tirar o vinil da suposta pedra, ela arrancou a fundo. 4/5 segundos às cabeçadas fortes e a levar linha e largou... "PORRA"!! Ainda há dias fui pescar e deixei fugir dois peixes bons e agora outro... isto já é azar a mais! O vinil veio direitinho o que me leva a crer que nem cravou, apenas estava na boca. Mais alguns lançamentos e mais uma mordiscadela no vinil sem ferrar. Entretanto a maré parou. Decidi ir ao 4º spot com a ideia de voltar mais tarde ao 3º já com a maré a correr. No tal 4º spot fiz meia dúzia de lançamentos e voltei ao anterior. Não me agradou. Dado estarem umas marés vivas fortes, a maré rapidamente meteu água e quando cheguei ao sítio que queria já tinha muito mais água que quando senti o peixe. Apliquei a mesma fórmula, black minnow 140, mas sem grande esperança... 1º lançamento nada. 2º lançamento, já na zona mais baixa, em cima das pedras e a recolher rápido para evitar bater com as mesmas... Marretada na cana e uma bela arrancada... duvidei se fosse corvina. Mas pouco depois vi-o à superfície e tinha ali um bom robalo. Foi das lutas mais difíceis que tive até hoje... parecia que tinha andado no ginásio. Tinha o drag MUITO fechado (devido ao peso do vinil e à cana ser parabólica queria tê-lo assim para cravar bem) e mesmo assim fez várias arrancadas. Deu uma excelente luta mas por fim deu-se por cansado...

nuno ribeiro robalo 1

Keep on rising!
por Cláudio Morais » 28 jul 2014, 23:13
 
O dissabor da fuga do artista da última investida estava-me atravessado na garganta. Pensei no que aconteceu, tentei rever tudo e todos os pormenores. Tentei informar-me sobre o mais correcto a fazer e ver o que falhou, o que fiz de certo e errado, onde falhei e o que correu mal. A derrota é algo que ninguém gosta e no que toca à pesca a melhor forma de resolver isto é só uma: voltar ao local e fazer melhor!!Mas agora com uma pequena melhoria... Dito e feito, acordar cedo não custa quando se tem determinação e um simples objectivo. O sol tentava espreitar entre um espesso nevoeiro, mas como podem ver na foto abaixo, era uma tarefa dificil...
 
claudio morais achiga 1
 
Sem vento algum, a água parecia um espelho de calmaria apenas perturbado pelos saltos das irrequietas e energéticas carpas em busca dos seus insectos favoritos. Não hesitei e comecei a minha pescaria com o mesmo de sempre e já grande favorito meu, buzzbait. Naquelas águas calmas apenas se via um trilho de água e bolhas criadas pela hélice. Contava que a curiosidade e fácil irritabilidade dos achigãs fosse um factor a aproveitar... Ao fim de 20 mins de pesca e num cantinho com meia duzia de ervas, tenho um ataque e vi logo.... BOM PEIXE!!!! Ponteira da cana para baixo, tensão na linha constante e sem meiguices tratei de puxar o bicho cá para fora sem moleza!! Uau..... Este sim, é um bom achigã!!!
 
claudio morais achiga 2